Ruivas, Louras & Morenas

terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Este ano, o mercado esteve particularmente generoso no que diz respeito a “cerveja de Natal”, uma vez que a Gordon patrocinava este ano o “Natal Cervejeiro”, pelo que se encontrava em quase todas as grandes superfícies a Gordon Xxmas.
A Binchoise Noel também foi importada para um desses espaços, e eu ainda arranjei uma Belenos, cerveja do reino das Astúrias, e comprei duas DeuS para compor o ramalhete
Não se pode dizer que fosse assim tanto, mas foi certamente mais do que é costume no nosso mercado, até porque o ECI cada vez tem uma oferta mais alargada na secção cervejeira. Pena que, no que se refere a cervejas de Natal, ainda sejam muito restritas as importações.
A Gordon Xxmas, quem não conhecia, por certo ficou agora a conhecer, pois não acredito que com a oferta que havia, os “amantes” cervejeiros não tivessem aproveitado a oportunidade. É uma excelente cerveja, escura e encorpada, muito própria para esta altura do ano, uma vez que não requer frigorífico. E depois, com aquela bela apresentação, torna-se a “oferta ideal”.

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Da Binchoise, pode-se dizer quase o mesmo que da Gordon, embora a apresentação seja menos espectacular.Já a Belenos é outra conversa. Há um ditado popular que reza: “Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão”. Os asturianos têm grandes produtos gastronómicos, como a “fabada asturiana” ou a sidra, mas definitivamente, ou não nasceram para mestres cervejeiros, ou vão ter ainda muito que pedalar para o ser. A Belenos é simplesmente detestável: muito doce, mais parece um vinho fraquinho, uma espécie de água pé alicorada. Para ser sincero, não consegui atinar com que espécie de bebida era aquela com que me debatia. Por pouco tempo, que a desistência foi rápida. E não me parece que haja 2ª oportunidade.

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Da “DeuS, brut de Flandres”…pois que dizer da DeuS? É verdade que não se trata de uma “cerveja de Natal”, não tem as características próprias deste tipo de cerveja, mas é fora de dúvidas, uma cerveja muito direccionada a todos os tipos de celebração. Como é o caso.Elogiada de forma exuberante por quem a bebeu, confirmou aquilo que esperamos dela: é um super produto, de qualidade extra e que é um “prazer dos diabos” estar com ela, e que nem o preço faz recuar os que apreciam produtos de grande qualidade. Um must. E que nos deixa sempre ansioso pela próxima vez.


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Resumindo: foi um Natal na companhia de boas cervejas, que uma andorinha (Belenos) não faz a primavera. Verifica-se, na verdade, que o leque de escolhas de cervejas no nosso mercado se vai alargando cada vez mais - provavelmente, graças a uma grande superfície que nem sequer é portuguesa (longe vai o tempo em que se dizia que "de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento")- e a esperança é que o novo ano nos traga ainda mais novidades, e já agora, que, na altura própria, a oferta de cervejas de Natal se alargue.



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posted by Vic at 1/01/2008 12:18:00 da tarde | 8 comments
domingo, 10 de junho de 2007
Nestas coisas da cerveja, parece-me a mim que os belgas têm sempre mais um argumento para nos surpreender. Não lhes bastava ter as cervejas que habitualmente lideram os rankings dos especialistas - isto dos rankings é muito subjectivo, porque os gostos divergem, nesta matéria como em tudo na vida - e toca de arranjar algo diferente. E a inovação veio de uma das brasseries possuidora de dois produtos de grande qualidade - a Kwak e a Tripel Karmeliet - a Bosteels.
Confesso que quando soube da existência desta cerveja e das suas características, logo a curiosidade me invadiu. É que segundo constava, a segunda fase da cerveja, passava pela região champanhoise, onde lhe seria dado um tratamento digno do melhor Champanhe. Champanhe! Foi a palavra mágica que fez soar as campainhas da minha imaginação. Sim, champanhe, a par da cerveja a minha bebida favorita. Como seria então um cruzamento das duas bebidas?
E a garrafinha da poção mágica voou das terras de Astérix na minha mala, na barriga de um avião da TAP, e eu de coração nas mãos, receoso que algo de mal acontecesse ao precioso líquido, tão desprotegido e longe da minha vista. Não, não rezei. Mas tentei-me.
Por fim, já descansado em casa, a bela garrafa foi posta em descanso no frigorífico, á espera de ocasião condigna para a sua inauguração. Que não demorou. E se a data era especial, a cerveja mostrou-se á altura.
A rolhinha fez o plop característico dos bons champanhes, o líquido de um dourado cintilante pleno de gás, escorreu para as flûtes encimado por um colarinho branquíssimo e generoso, e aromas cítricos e florais espalharam-se pelo ar. E o sabor não desmerece aquele aspecto festivo, uma vez mais com os citrinos a marcar uma presença forte, num corpo fortemente musculado com uns 11,5º ABV.
Confesso: converti-me à Deus definitivamente!.
Tratar-se-á sem dúvida de uma cerveja algo controversa, os mais puristas dirão que se trata de um híbrido. Qual quê? Mas se assim fosse…tratar-se-ia de um híbrido espectacular! E como não há milagres, o preço é a condizer.
Uma experiência memorável, esta Deus, Brut de Flandres!


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posted by Vic at 6/10/2007 09:11:00 da tarde | 3 comments