Ruivas, Louras & Morenas

segunda-feira, 14 de abril de 2008
Há alturas para tudo. Até para agradecer a generosidade involuntária. Até porque a gratidão é um sentimento…bonito, digamos. E a que vem isto agora, mais a mais, acompanhado de uma foto da divina Duvel?
A explicação é simples: devo à Duvel a descoberta da verdadeira cerveja.
Na verdade, eu como muitos neste cantinho da Península, não esperava mais de uma cerveja, do que aquilo que uma “imperial” - sagres ou sb - podia dar: alguma frescura no verão, motivo para conviver uma horas com uns amigos, companhia para debates acalorados sobre futebol, política ou qualquer outro tema de conversa.
Mas certa vez ao passar por um supermercado, chamou-me a atenção aquela garrafa atarracada tão diferente das esguias portuguesas, e peguei-lhe. Li o rótulo e acho que pensei:”Hum, belga? Mas os belgas fazem cerveja? Deve ser para acompanhar os mexilhões e as batatas fritas: O quê? 8,5% de grau alcoólico? Mas isto é quase vinho!” Pus a garrafinha à contra-luz e observei. Olhei o preço:”Ena, muito mais cara que as nossas. Mas também, uma vez não são vezes. Porque não experimentar?”.
E pronto, foi assim que travei conhecimento com uma das mais extraordinárias cervejas produzidas por esse mundo fora, e para nosso prazer, divulgada o suficiente para nos chegar facilmente às mãos, bastando para tanto uma rápida deslocação ao supermercado mais próximo. Foi ela que me despertou a paixão pela cerveja, e a vontade de percorrer o mundo através da nobre bebida. Desde então, e tendo já experimentado um respeitável número de outras cervejas, nunca mais a exuberante loura de espuma interminável a transbordar a “tulipa” - que ostenta ela também orgulhosamente aquelas cinco letrinhas que perfazem o nome mágico - faltou no meu frigorífico, seja em garrafa de 33cl ou de 75 cl, seja Inverno ou Verão.
Perdão, minto. Verifico agora que se me acabaram, portanto, desculpem lá, mas vou ali ao supermercado num instante e já volto.


Duvel - **********



Cervejeira: Brouwerij Duvel Moortgat, Belgium
Vol/Alc: 8,5% Abv
Ano: 2007
Tipo: Belgian Strong Ale
Copo: Tulip



Nota - A Cerveja para Principaintes, volta quando eu regressar do supermercado!


Etiquetas:

 
posted by Vic at 4/14/2008 03:18:00 da tarde | 2 comments
segunda-feira, 4 de junho de 2007


(Duvel=Diabo)
A ingratidão é uma das características menos agradáveis da nossa personalidade. E de vez em quando lá nos toca pela porta. Depois, lá vem o arrependimento, muita vez tardio.
Espero que o meu, pelo menos desta vez não o seja, A conversa, à laia de auto-crítica, vem a propósito dessa magnífica loura chamada Duvel, da Brasserie Duvel Moortgat.
È que ainda não a havia referido, e no entanto, foi graças a ela que comecei a minha aventura neste fascinante mundo da cerveja.
Provavelmente, será por estes dias, uma das cervejas belgas mais divulgadas no nosso país, e raro é o hipermercado que não a tem no escaparate em garrafas de 0,33cl, e menos assiduamente, em garrafas de 0,75cl. O português menos dado a estas “madurezas” de conhecer cerveja, olhará para ela e torcerá o nariz ao preço, logicamente acima dos das cervejas nacionais. Mas ela merece cada cêntimo.
Logo na altura em que se verte para o copo, saltam à vista os atributos “físicos”: espuma extra, imaculada e preguiçosa. E aquela cor dourada…não deixa ninguém indiferente. Servida no seu copo próprio, uma túlipa bem aberta, mostra-nos na sua transparência, a abundante gaseificação que a enche, e a nós, de vida, e exala um aroma a fruta madura.
Depois, salta na boca, gulosa, deixa-se beber sem pudor, aquele ligeiro amargo/doce a correr todos os cantos da boca, a apoderar-se dos sentidos de quem a toma. E se regozija por o ter feito.
A Duvel, é sem dúvida uma das mais felizes cervejas que experimentei, e não tenho dúvidas, uma das que terá mais admiradoras em todo o mundo. Merecidamente.
O seu TA, contudo, aconselha à moderação, até porque aqueles 8º anunciados, ou me engano muito, ou são descaradamente excedidos.


**********


Etiquetas:

 
posted by Vic at 6/04/2007 08:21:00 da tarde | 0 comments