Ruivas, Louras & Morenas

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Parece um desagravo mas não é. Há quem pense que nutro alguma má vontade quanto às cervejas portuguesas. Nada disso! O que lastimo é que não se faça melhor. E não se faz porque não se quer (ou não interessa?). E a prova que se pode, está aí estampada na fotografia.
O prato principal era o inevitável bife, desta vez com molho de ostras. O acompanhamento, as inevitáveis batatas fritas - nem boas, nem más, antes pelo contrário - e um esparregado (excelente). A cerveja, e como a sazonal ainda é a Spring que não é muito ao meu gosto, foi uma Puro Malte, que é uma cerveja bronzeada, muito aromática - cheiros a maltes, claro - e de espuma exuberante, que se vai deixando ficar pelas paredes no copo. Não muito gaseificada, e com um paladar em que o amargor está no "ponto", torna-se muito bebível e agradável. Nada de altamente entusiasmante, mas ainda assim de elogiar.
O que me leva a perguntar o porquê da sua não comercialização mais alargada.
Espero agora pela chegada à República da Cerveja da sazonal de Natal - que estará disponível durante Novembro e Dezembro, e depois, pela de Malte de Whisky, uma excelente cerveja que mete num chinela aquela mistela francesa a que chamaram de Adelsot (menciono-a porque também os seus fabricantes a apelidam de cerveja com malte de whisky, naturalmente), e quue estará disponível a partir de Janeiro.

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posted by Vic at 10/13/2008 02:16:00 da tarde | 0 comments
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O título do post é estranho, não é? Eu explico: um vírus que não devia gostar de cerveja (só mesmo um vírus pode não gostar de cerveja), deixou-me sem pio durante uns dias. Mas pronto, já me recompus e cá estou novamente, portátil a salvo e a bom recato, e pronto para relatar novas “expedições” cervejeiras.
Entretanto, os dias de verão parecem ter vindo para ficar, e aproveitei para ir novamente a um dos meus sítios de cerveja preferidos da capital, a República da Cerveja, que além de ter umas cervejas um pouco mais originais do que é comum nas outras cervejarias, está situado num local de privilégio, com a ponte Vasco da Gama lá ao longe, espalhada sobre um Tejo sereno e banhado de sol.
As novidades não são muitas, mas recomendam-se. Como sempre, fui bem recebido e na carta, que quanto a comeres não apresentava grandes alterações, lá estava a minha cerveja preferida, entre todas as que se fazem por estas bandas, a “malte de whisky”, que este ano me pareceu mais apurada que o costume. Espuma abundante e persistente, corpo dourado e cristalino, aroma a maltes fumadas bem pronunciado. No gosto, mais intenso que o de anos anteriores, lá estavam os bons sabores do fumeiro, o lúpulos no ponto, e uma gaseificação apropriada. Uma bela cerveja para acompanhar um bom naco de bife da vazia grelhado, como foi o caso.
Novidades então: o responsável pelas mesas, muito simpático, e que me dá sempre dois dedos de conversa, falou-me da próxima abertura de uma “nova” República da Cerveja na estação do Rossio, agora renovada. O magnífico edifício merece no seu átrio este novo atractivo, e mais uma vez os responsáveis da RC tiveram olhinhos na localização, bem no centro da Baixa, ora tão carecida de pontos de interesse que a revitalizem. Disse-me também que, dada a receptividade das cervejas da casa, este ano tinham decidido engarrafar uma quantidade moderada da sua Weiss. Infelizmente para mim, o lote já se tinha esgotado. Esperemos que na próxima tenha mais sorte.
Bom, e no fim a conta nem magoou a carteira, o que é sempre de apreciar.
P.S.- A seguir, vou trazer umas quantas cervejas que penso adequadas à época,



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posted by Vic at 4/03/2008 02:15:00 da tarde | 2 comments
quarta-feira, 6 de junho de 2007
A República da Cerveja, no Parque das Nações, é das poucas "aventuras" cervejeiras sazonais que conheço por cá. Se bem que a carta seja reduzida, vale a pena uma deslocação. Quanto á comida, não se espera milagres, nem golpes de imaginação: tal como as outras cervejarias, gira tudo à roda do bife nas suas várias qualidades e modo de cozinhar, dos mariscos, e pouco mais. Na da cerveja, para além de toda a gama da SB (o que não surpreende, porque pertence ao universo Unicer), pode-se optar por uma Guinness ou uma Kilkenny. Mas obviamente, será muito mais interessante a experiência com as "artesanais" que se servem.
Há uns tempos, experimentei a de whisky, e apesar do primeiro embate ter sido estranho, talvez por causa daquele travo a fumo que não está muito nos meus hábitos, a cerveja acabou por agradar. Enquanto a minha companhia optava por uma "Artesanal", uma lager fresca e muito carbonatada, que provei e não me trouxe qualquer surpresa, optei por uma "Puro Malte", que, segundo a "carta", terá sido confeccionada com um malte especial, que lhe confere aquela coloração dourada. E é verdade, embora o aroma não seja acentuado, sabe bem a malte torrado, ligeiramente frutado, e tem um amargo/doce que a torna agradável, até porque á vista também é bastante atraente, com o seu colrinho branco que perdura medianamente.
Da carta constavam ainda a Stout, uma Bock da Einsbeck e uma Pilsener, que ficam para a próxima visita.
O ambiente da RC enferma do mesmo defeito das suas congéneres: sala open space, demasiado barulho. Pode-se optar pela esplanada, que é bem mais agradável se o tempo o permitir, o que desta, não foi o caso.
Uma nota para o atendimento: sem ser demasiado atento, é relativamente rápido e um pedido meu - que se relacionava com o facto de poder ou não adquirir o copo em que fui servido - só não foi atendido assertivamente, por uma falha ocasional.

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posted by Vic at 6/06/2007 05:13:00 da tarde | 0 comments