Ruivas, Louras & Morenas

quinta-feira, 14 de junho de 2007

É verdade que o português se pode queixar de que, enquanto o seu vizinho espanhol dá pulos em frente todos os anos no que toca a desenvolvimento, por cá também se vão dando…mas no sentido inverso. É verdade que o nível de vida apresentado pelos espanhóis se distancia mais do nosso.
Mas há uma coisa de que o português não se pode queixar: a sua capital mantém a dos espanhóis a milhas, pelo menos no que concerne a beleza natural, a arejamento. É verdade, Lisboa, só pelo pela sua beira-rio e pelos seus miradouros, vale bem Madrid e arredores. Muitos arredores. Pena que em muitos aspectos se mantenha num marasmo inexplicável. Em muitos desses aspectos, Lisboa está longe de parecer uma capital europeia. E como aqui se fala de cervejas, é nessa vertente que penso quando lamento o nosso atraso.
Numa recente deslocação a Madrid, curta diga-se, tive o cuidado de visitar algumas das suas cervejarias. Naturalmente que não será um paraíso como Bruxelas ou outra cidade belga, mas ainda assim…
Para não me estender muito, direi que visitei um trio de cervejarias que se situam muito perto umas das outras. Tinham-me sido antecipadamente recomendadas, e os “avisos” não caíram em saco roto.

Comecei pela L’Europa, situada na Calle Cardenal Cisneros. Por fora parece estreita. Engano. Mal se entra tem-se a noção da amplidão da sala. É sobre o comprido e no fundo, faz um “L”, local indicado para grupos. De um lado, o balcão, bem comprido e no qual sobressaem as “fontes” de cervejas, bem como, num dos seus topos, uma quantidade enorme de copos grifados de uma notável variedade de marcas de cerveja.
A lista de cervejas é extensa, quer de pressão - creio que pelo menos umas 8 ou 9 - quer de garrafa. Optei por uma S. Bernardus Abt 12, que me surgiu servida em copo a condizer, espuma abundante e temperatura indicada para o tipo de cerveja. Para acompanhar, três taças de aperitivos: uma com “bolas” de queijo, outra excelente com umas cornucópias salgadas, e outra ainda com pipocas. O serviço não foi só simpático. Foi solícito, e o empregado, depois de uma breve conversa, posto a par da minha dificuldade em arranjar por cá muitas daquelas cervejas, prontificou-se a vender-me algumas que não conseguisse por Madrid.
Em resumo: a minha primeira surtida cervejeira por Madrid, revelou-se um sucesso total.


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posted by Vic at 6/14/2007 03:02:00 da tarde |


2 Comments:


At 15 de junho de 2007 às 16:59, Blogger galvao99

É mesmo pena que em Portugal continue a preferir-se a quantidade da cerveja para acompanhar tremoços à qualidade de saborear calmamente uma cerveja desconhecida, num copo especifico, à temperatura ideal. São rituais que valem o dinheiro que se paga.

Infelizmente nao sou grande viajante e entao as oportunidades de ir a sitios como esse que descreve rareiam. O que vale é que a sua descrição vale quase tanto como ter lá ido.

um abraço

 

At 15 de junho de 2007 às 18:58, Blogger VdeAlmeida

Isso é verdade, galvao99. talvez por isso, porque o português bebe o que lhe põem à frente, as nossas cervejeiras nem se esforcem para fazer produtos de qualidade. E as inovações são os tangos, greens e chops e outras porcarias. Mas enfim... De vez em quando dá-se uma saltada ao British bar ou ao Medeia e bebe-se alguuma coisa de jeito e em copo apropriado
Um abraço