Ruivas, Louras & Morenas

domingo, 29 de junho de 2008
Não sei se alguém, de entre os que visitam a minha tasquinha, já reparou, mas raramente menciono as cervejas de que não gosto. Prefiro sempre guardar para mim, as más experiências, e, ao mesmo tempo, poupar publicidade às ovelhas ronhosas.
Mas desta, vou abrir uma excepção, porque neste nosso círculo de amadores cervejeiros, alguém - o filósofo cervejeiro Max Bahson - abriu uma Ronda, para cada um apontar a pior cerveja que bebeu.
Para começar, diga-se que não é tarefa fácil, tantas são as más cervejas que se vendem por aí. Poderia facilitar e referir desde logo, a Bud ou a ainda pior Bud Light. Mas para quê bater mais no ceguinho? Alguém no seu perfeito juízo ainda bebe a mistela americana? Depois, a Bud é tão má como uns milhares de outras lagers que se fabricam um pouco por todo o mundo.
Mas as minhas eleitas (não consigo decidir de entre as duas, qual a pior) são a Adelscott (ao que já li, parece ser uma quase unanimidade) e a Gordon Finest Platinium 12-12.
Da primeira, poderei dizer que tem um sabor acentuado a tintura de iodo. Ou talvez a Betadine, não sei bem. A cerveja, alega-se na garrafa, é uma smoked beer, e tem uma base de whisky. Bom, depois de provar, chego à conclusão que os cervejeiros se perderam numa altura qualquer da receita. Imbebível, foi uma das cervejas que não consegui acabar de beber.
Da segunda, veio a maior surpresa. Porque é um dos produtos da Martin’s, e até á altura, tinha boa opinião sobre esta cervejeira, que produz até uma das minhas cervejas favoritas, a Gordon Finest Scotch ( a Xmas também é excelente, mas já não diria o mesmo da Finest Gold). Mas esta Finest Platinium 12-12, que se intitula a mais forte Strong Ale do mundo, é uma desilusão completa. E nem se pode alegar que é por vir enlatada - o que eu detesto as latinhas! - porque a metal, não tem grande sabor. É mais a álcool misturado com mais umas coisas que juntaram para aquilo se assemelhe a cerveja, o que só remotamente é conseguido.
Haverá outras que me deixaram com um travo amargo na boca, mas estas duas gozam, sem dúvida, do privilégio de terem sido as mais marcantes…pela negativa.
A seguir, outros blogs fraternos, onde se opina sobre o assunto:
Sursum&Corda
CAAC Blog
Logia Cervecera
Buena Cerveza
BoaK & Bailey
Lupulo e Cereales

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posted by Vic at 6/29/2008 04:49:00 da tarde | 17 comments
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Não sou de criar muitos preconceitos - se é que ao que a seguir exponho, assim se pode designar - mas sempre fui um pouco avesso a beber uma cerveja “porque estou com sede”. Talvez seja uma questão de respeito pela bebida, não lhe dar a pouca importância que se dá a um refresco, além de continuar a preferir sempre um copo de água fresca, em casos desses. Até porque, ao que parece, qualquer bebida alcoólica tem efeitos contrários aos que quem se pretende dessedentar, deseja.
No entanto, entendo perfeitamente as “desculpas” do amante cervejeiro, quando vislumbra um qualquer álibi para, em dias de canícula - e não só - enfrentar uma bela “loura” fresquíssima.
Ora a esses, recomendo sem hesitação, esta belíssima cerveja de trigo de Bayern.
E não hesito, porque é ela uma das minhas preferidas em dias de Verão. Seja a acompanhar um simples pires de batata frita, umas pipas de girassol, ou uma refeição mais elaborada.
De grande gola, como é apanágio neste tipo de cerveja, há que ter o facto em atenção ao vertê-la no copo, sob pena de ver desaparecer pelos bordos do mesmo, uma parte substancial da dourada bebida. O corpo, obrigatoriamente turvo, efervesce generosamente como um pujante champanhe.
De odores fortes a maltes, esta hefe-weizen não filtrada, exala também a primavera, a ervas do campo, e a citrinos. Que se transporta para os sabores. Marcadamente cítrica, tal poderá ajudar à tal tarefa dessedentadora. Muito suave, o final de boca tem um travo levemente amargo.Mais uma achega.
É sem dúvida, uma cerveja extremamente atractiva, refrescante e muito…drinkable.
Uma nota curiosa acerca do nome da cerveja. Ostenta ela um nome real, uma vez que a Cervejeira onde é elaborada foi durante 7 séculos propriedade da família real da Baviera, a principal responsável pela implementação da Lei da Pureza, ainda hoje em vigor, e que teve o monopólio das wheat beers na Europa durante largos séculos. Esta cerveja vai buscar o seu nome ao rei Ludwig I, um dos mais notáveis patronos da cerveja alemã, e a quem se deve a criação da Oktoberfest.
Konig Ludwig Weiss - **********


Cervejeira: Kaltenberg International / König Ludwig International GmbH & Co.KG, Alemanha
Vol/Alc: 5,5% Abv
Ano: 2008
Tipo: Hefeweizen
Copo: Flute
ou Weiss glass


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posted by Vic at 6/27/2008 06:48:00 da tarde | 2 comments
terça-feira, 24 de junho de 2008
Creio que conheço a florzinha desde que ouvi pela primeira vez a banda sonora do famigerado “Música no Coração”: Edelweiss. É a tal que só floresce nas montanhas da família Trapp, mas nunca que lhe conheci o sabor, nem sequer a vi.
Pois a cerveja aqui presente, anuncia que tem adicionado o sabor da flor. Impossível confirmá-lo, é a tal questão da “memória gustativa”, de que falava há uns tempos atrás. Portanto, só me restava aceitar como boa a informação do rótulo. Que é bem bonito, tal como a própria garrafa, escura e com os Alpes em baixo relevo. Nome completo: Edelweiss Snowfresh Weissbier. Portanto, já o nome dá uma pista de como deve ser bebida.
Já tenho referido que não sou um grande adepto da cerveja “estupidamente gelada”, mas uma weissbier à temperatura ambiente, nem me passa pela cabeça. Servi-me desta a uma temperatura baixinha e fiz bem. Muito turva, como é da praxe nas weiss, de bonita cor alaranjada algo pálida, saiu com uma espuma alvíssima e de bom porte, e que persistiu durante algum tempo.
Os aromas, de trigo e lúpulo, mesclavam-se com um outro que suponho ser então o da famosa flor. De gaseificação intensa o sabor, revelou-se extremamente agradável, muito floral, com o toque amargo no tal ponto que a torna ideal para nos refrescar em tempos de grandes secas. Diria que seria uma daquelas cervejas ideais para serem vendidas à entrada do deserto.
Foi pois uma agradável surpresa, a contrariar de alguma forma, alguma desilusão que me tinham deixado as Zipfer.


Edelweiss Snowfresh Weissbier - **********




Cervejeira: Brau Union Osterreich, Áustria
Vol/Alc: 5% Abv
Ano: 2008
Tipo: Hefeweizen
Copo: Flute
ou Weiss glass


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posted by Vic at 6/24/2008 06:19:00 da tarde | 0 comments
sábado, 21 de junho de 2008
Há sempre momentos marcantes numa viagem. E se na minha recente ida a Barcelona a iniciação ao El Flabiol o tinha sido, quer pela originalidade do local, quer pela sua “generosidade”, quando no mesmo bar travei conhecimento com a Oerbier, mais uma poção mágica dos Dolle Browers, reconheci que, na vida, pode haver momentos que, mesmo que durante uns tempos permaneçam escondidos nos recônditos da nossa memória, são tão fortes, que acabam por emergir a qualquer altura.
Com efeito, esta Oerbier tem uma forte presença. De personalidade vincada, mas sobretudo diferente do muito que se faz por aí.
Trata-se de uma “belgian strong ale”, que atinge os 9,5% Abv, o que não querendo dizer nada já diz alguma coisa. Não quereria dizer nada, se a essa força etílica, não estivesse aliada qualidade á altura. Mas está. A morenaça dos Dolle, apresenta um corpo escuro, insolentemente denso, encimado por uma “gola” tão generosa e duradoira, quanto a força com que nos bate.
Os perfumes que exala são complexos. Vão dos toffees aos florais, passando pelos frutos secos. E o sabor…esse enche com grande fulgor todos os cantos da boca de tons de caramelo e licores, profundo, com frutas tropicais em fundo. Na verdade, um sabor tão complexo que acaba por ser difícil de definir com alguma exactidão. Mas, sem qualquer dúvida, propiciador de um prazer invulgar, que é o que melhor se pode dizer dela.
Uma nota final para acrescentar que é uma cerveja que “ganha” se se beber preguiçosamente. Porque a magana, vai ganhando novas notas, à medida que vai amadurecendo no copo.
Acabada a proveitosa degustação, restou-me interrogar-me se os Dolle iriam algum dia desiludir-me.


Dolle Browers Oerbier - **********



Cervejeira: Dolle Browers, Bélgica
Vol/Alc: 9,5% Abv
Ano: 2008
Tipo: Belgian Strong Dark Ale
Copo: Tulip


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posted by Vic at 6/21/2008 10:10:00 da tarde | 6 comments
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Se em Barcelona há local pouco menos que incontornável para um amante cervejeiro, esse dá pelo nome de El Flabiol - o nome, Flauta, vem da paixão do feliz e simpático proprietário, Jordi, pelo grupo britânico Jethro Tull e seu líder, o flautista/performer Ian Anderson - bem no coração do popular bairro de Sants.
À passagem apressada, nada nos chama a atenção - a fachada é estreita e a porta está encostada, quase fechada - não fossem os placards de ardósia no passeio, frente á porta, onde se anunciam as ofertas do mês. Entrando, damos conta que a dimensão interior corresponde ao exterior: sala sobre o comprido, de um lado o balcão corrido ao qual se encostam meia dúzia de bancos altos, do outro, 3 ou 4 pequenas mesas e ao fundo as refrigeradoras onde Jordi mantém as cervejas á temperatura adequada. Mais atentamente, notamos por todo o lado uma extensa memorabilia sobre cerveja e …rock sinfónico. Detrás do balcão, uma notável colecção de copos das cervejeiras, e no seu extremo, Jordi, o anfitrião, atento ao cliente que chega e ao que parte, copo à frente - faz parte da confraternização com o frequentador, a partilha do amor á cerveja - cigarro entre os dedos, e sempre uma predisposição para o aconselhamento quando o cliente hesita, sem nunca se tornar intrusivo.
Face ao que se diz, naturalmente foram visitas que valeram a pena, e que, a quem visitar a bela capital da Catalunha e gostar de cerveja, aconselho. Tanto como às casas de Gaudi, ou ao Palau da Musica Catalana.
Numa primeira visita, não quis deixar de degustar a cerveja exclusiva da cervejaria, a El Flabiol “tostada”, uma cerveja feita segundo receita original pela Cervejeira belga DeProef, graças às relações privilegiadas que o catalão tem com muitos dos responsáveis das boas cervejeiras do “Plat Pays”. Trata-se de uma excelente “belgian style strong ale”, de cor escura e espuma intensa e cremosa. Belíssimo aspecto no copo, a que corresponde um corpo muito equilibrado de média gaseificação e sabor caramelizado intenso, com maltes e frutos silvestres à mistura, e um fim de boca redondo e “teimoso”
É pois, um exemplar a nunca recusar, e ao qual, o seu moderado grau etílico -6,4% Abv - ajuda a que a degustação seja feita com prazer, nunca com esforço
Para finalizar, uma referência para o ambiente da pequena/grande cervejaria: acolhedor é o menos que se poderá dizer. Familiar, talvez seja a palavra mais adequada.


El Flabiol Tostada - **********


Cervejeira: DeProefbrouerij, Belgica, para El Flabiol
Vol/Alc: 6,4% Abv
Ano: 2008
Tipo: Belgian Strong Ale
Copo: Tulip


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posted by Vic at 6/16/2008 10:28:00 da tarde | 0 comments
domingo, 15 de junho de 2008
Porque o pior são as desilusões. Assim…
Mas a que propósito vem a retórica? Pois aqui há umas semanas, numa “grande superfície” onde me costumo abastecer, apareceu uma “feira” de produtos austríacos (que ainda lá se mantém), e na secção de bebidas lá estavam algumas cervejas.
Cheirou-me” que não seriam grande especialidade, mas…noblesse oblige, e trouxe uma de cada, sem esperar nada de extraordinário.
Três das garrafas até têm um design modernaço, e apresentam aquela inovação de as cápsulas se sacarem à mão, rodando-as no sentido dos ponteiros do relógio. Comecei por experimentar uma lager, a Zipfer, que se aconselhava a beber muito fresca, e a Zipfer Lemon.
Bom, a primeira não era, nem mais, nem menos agradável que qualquer das nossas lagers - facto que me fez elevar um pouco o ego - e nada tinha de notável: falha de aroma, muito efervescente mas de espuma débil, na degustação mostrou-se quase insípida, não fora a generosidade de lúpulo que continha, e que lhe conferia um amargor marcado em final de boca, o que a torna bebível em dias de calor acentuado. Fácil, portanto, pouco complicada, vulgar.
E tudo isto é válido para a Pfizer de limão - atenção, que esta cerveja com sabor a fruta não tem nada a ver com as lambic, não passando, como se acentua, de uma “cerveja com sabor a limão”. Ora sendo assim, nada de muito louvável se poderá escrever sobre ambas as cervejas da Cervejeira austríaca Zipf, ou pelo menos algo que as possa situar nas nossas preferências, acima de uma qualquer outra lager vulgar de Lineu, fabricada em qualquer obscuro país do 3º mundo.
Da Edelweiss e da Marzen falarei mais tarde, que essas sim, terão outros atributos que as torna bem mais aconselháveis.


Zipfer - **********




Cervejeira: Zipf Brauerei, Áustria
Vol/Alc: 5,4% Abv
Ano: 2007
Tipo: Pale Lager
Copo: Pilsner glass


Zipfer Lemon - **********



Cervejeira: Zipf Brauerei, Áustria
Vol/Alc: 4,9% Abv
Ano: 2007
Tipo: Fruit pale ale
Copo: Pilsner glass


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posted by Vic at 6/15/2008 12:40:00 da tarde | 0 comments
sábado, 14 de junho de 2008
Mas na verdade, não se pode dizer que não fui um bocadinho arrojado, pois que me aventurei por terras de España em plena “huelga” dos transportadores e apanhei-lhe a fase mais “feroz” a meio caminho de Barcelona, correndo o risco de ficar sem carburante para voltar.
Mas a vontade de rever a cidade de Gaudi foi mais forte, e para ser sincero, não me estava a agradar desistir do “programa” planeado, mesmo em plena viagem.

Ora a teimosia compensou, porque a desavença entre os camionistas e o governo resolveu-se em tempo e regressei sem problemas. São e salvo, com memórias boas e também, como é óbvio, algumas
cervejas que por aqui não se encontram com facilidade.
Levava na agenda, para além das visitas normais nestas viagens - o Parque Guell é obrigatório e imperdível - umas fugidas a alguns sítios que me haviam sido indicados, mas não consegui acorrer a todos, uma vez que, se por um lado o tempo não estica, por outro, alguns desses locais só eram acessíveis de carro, e, além do trânsito em Barcelona ser intenso, a altura não era muito favorável a conduções, por razões óbvias.
Mas penso que os que me interessavam mais, foram visitados.
Comecei pelo célebre El Flabiol, e o prazer acrescido de ter conhecido o anfitrião, o simpático Jordi, e de que falarei mais tarde com o relevo merecido, e deixando de parte sítios menos interessantes, visitei ainda a excelente La Maison Belge, onde as cervejeiras belgas estão excelentemente representadas, e ainda a Cerveteca, um local que qualquer amante da boa cerveja de visita a Barcelona não deve perder, até porque a oferta muito diversificada é invejável.
É evidente que nestes sítios, é quase sempre garantido a atenção dos anfitriões e a sua capacidade de nos indicar os melhores produtos, mas fiquei muito especialmente agradado pela forma como fui atendido na La Maison Belge.


De lá, além de algumas cervejas que espero correspondam às expectativas, trouxe a bela notícia de que a empresa irá abrir brevemente um franchising em Cádiz, aqui mesmo ao lado do nosso Algarve.
Álém do mais, vim de Barcelona cheio de vontade de voltar


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posted by Vic at 6/14/2008 07:50:00 da tarde | 4 comments
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A experiência de vida dá-nos uma visão privilegiada do modo como a patine pode acrescentar beleza ou qualidade a muitas das coisas boas da vida, mesmo algumas mais perecíveis: um bom par de sapatos feito á mão, ou…um bom vinho do Porto.
Mas se no campo dos vinhos, muitos dos amadurecimentos só beneficiam os ditos, no da cerveja a coisa fia mais fino, e rara é a que resiste sem oxidação ao passar (exagerado) dos anos - dai a imposição recente da eu da aposição de data de validade nas garrafas - embora haja valiosas excepções, como é o caso de algumas trapistas ou mesmo barley wines, pelas quais vale a pena esperar um par de anos de amadurecimento.
E é por isso que aprecio sobremaneira as Biéres de Garde, das quais esta St. Sylvestre 3 Monts é um belo exemplo.
Para os menos familiarizados com estas matérias, a cerveja de “garde”, é como o nome indica, uma cerveja para guardar, para amadurecer. Originária da Flandres, é um estilo muito apreciado pelos franceses, que nestas coisas gourmet são mestres.
No caso vertente, a 3 Monts é uma cerveja de um amarelo tostado - chamar-lhe-ia “bronzeada” - de gola imponente, alva e cremosa, e gaseificação generosa.
Dos aromas e sabores, muito se poderá dizer: que há ali maltes e fermentos, frutas secas e ares primaveris. Com um excelente corpo, onde os tons de especiarias estão bem presentes, os frutados têm preponderância, e cuja complexidade torna o “fim de boca” extremamente redondo, com um toque adocicado.
Dela, o melhor que se poderá dizer é que, sendo servida numa garrafa de 0,75l e tendo um grau etílico apreciável - 8,5% Abv - se bebe facilmente. Talvez mesmo demasiado facilmente, o que a poderá tornar uma cerveja, diria…perigosa.
Uma excelente proposta para os fins de tarde estivais que aí vêm…dizem
St. Sylvestre 3 Monts - **********



Cervejeira: Brasserie de St. Sylvestre, France
Vol/Alc: 8,5% Abv
Ano: 2007
Tipo: Biére de garde
Copo: Goblet


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posted by Vic at 6/04/2008 11:17:00 da manhã | 4 comments