Ruivas, Louras & Morenas

terça-feira, 14 de outubro de 2008
Desta feita, a Ronda #5 é paga pelo Carls, do Universo da Cerveja, e o tema é muito interessante: Que país faz a melhor cerveja? E, desse país, quais as três cervejas preferidas?
Bom, o tema é interessante, mas de fácil/difícil resposta: E porquê? É simples porque responderia de imediato: Bélgica. Mas difícil porque ficarei a lamentar deixar de fora as cervejas das excelentes micro-cervejeiras americanas, algumas extraordinárias old Ales inglesas, e mesmo aquelas que são uma das minhas fixações, as Rauchbier alemãs. Mas enfim, tem que se escolher, e a Bélgica tem muitos pontos a favor. Desde logo, o facto de ser o país de origem predominante do meu estilo de cerveja preferido, o trapense (ou trapista), apesar de, na realidade, a Bélgica ser muito mais que isso.
Na Bélgica, um qualquer lado a que se vá, encontramos uma cervejaria…com a sua própria cerveja, o que, só por si, já é extraordinário. Tenho a certeza que é o país em que há mais micro-cervejeiras independentes por metro quadrado. Não está em causa que algumas delas produzam cervejas de menor qualidade. Não, como em tudo na vida, há o bom e o mau. Mas duma coisa tenho a certeza: o cervejeiro da Bélgica tem aquele espírito amador e coração de amante, que tenta por no que faz o melhor que sabe. E pedir mais já seria exagero.
Depois, as cervejeiras trapistas dão-nos com as suas extraordinárias cervejas, o saber acumulado de séculos de esmero, os segredos de gerações acumulados nos escaninhos dos mosteiros, e que para nós, simples mortais, são quase mistérios tão agudos como o do sentido da vida, ou o da vida para além da morte.
Deverei deixar aqui uma menção - até porque a penso justa - á Holanda, cuja cultura - cervejeira e não só - está naturalmente ligada à da Bélgica. Também lá se faz excelente cerveja - quando estive em Amsterdam fiquei fã das cervejas da T’Ij e da De Molen - e habitualmente só se lhes conhece as excelentes La Trappe ou as, muitas vezes mal afamadas Heineken. O que é manifestamente pouco, para a tão diversificada oferta que tem para o amador cervejeiro.
Mas continuemos com a Bélgica. Para além das trapistas, sou um apaixonado pelas Belgian Strong Ale e pelas Dubbel. E naturalmente das recentes Brut Champegnoises. Aliás, as cervejas escuras há muito tempo que fazem parte da minha longa lista de eleitas, que ficou bem patente na lista que fiz há uns meses com as minhas 20 cervejas preferidas de entre as testadas durante o ano passado.
Mas a lista de preferências é extensas. Contudo, e como me são pedidas 3, decidi deixar de fora cervejas especiais como a Bush Prestige, a DeuS, Brut de Flandres e a Avec les Bons Voeux, e assim, eis as eleitas:
- Rochefort Trappiste 10
- Westvleteren 12
- Chimay Bleue
Posso afirmar que, qualquer delas torna o momento em que as tomo, num momento especial.
Nota - Como suuplentes, poderia propor as:
- Westmalle Dubbel
- De Struise Pannepot
- Orval Trappiste


Etiquetas: , , ,

 
posted by Vic at 10/14/2008 01:10:00 da tarde |


6 Comments:


At 14 de outubro de 2008 às 15:47, Blogger Embracing Darkness

Plenamente de acuerdo contigo, no solo en la elección de Bélgica como actual capital de la cerveza, sino también a grosso modo en los motivos por los que lo es.

Aún diría más, dos cervezas de las que mencionas, que son Trappistes Rochefort 10 y Orval, son de mis cervezas favoritas, y es que degustar una de ellas es casi espectacular.

Buena Ronda y un saludo!

 

At 16 de outubro de 2008 às 00:59, Blogger Rodrigo

Olá V de Almeida,
Já faz um tempinho que não faço comentários em seu blog, apesar de que sempre leio os posts, semanalmente. Vai aqui então um comentário para te dar força em continuar este belo trabalho.

Dessas três cervejas só pude provar uma, a chimay, que é relativamente fácil de encontrar no Brasil. A Rochefort 10 é importada para o Brasil mas já está em falta há um bom tempo e a Westvleteren 12 somente a 100 reais quando disponível no bar de um belga. Vontade de provar não falta!
Tenho uma pergunta, talvez você possa me ajudar: como devemos guardar uma Cantillon Lou Peppe Kriek. Acabei de comprar uma 2002 de 750ml e quero cuidar muito bem dela para uma ocasião especial.
Quanto será que ela está custando por aí, hein?

Abraços.
Rodrigo Campos
Fortaleza - Ceará - Brasil.

 

At 16 de outubro de 2008 às 09:25, Blogger VdeAlmeida

Hola Embracing

Para mi es mismo efectivamente espectacular la realidad de estas cervezas trapenses. Tiengo unas poucas rochefort 10 e westvleteren guardadas para que ganem tiempo. Dicen quue quanto mas viejas, mejor.
Lo veré, eheheh
Saludo, Amigo

 

At 16 de outubro de 2008 às 09:45, Blogger VdeAlmeida

Amigo Rodrigo

Nunca experimentei a Lou Pepe, mas tenho boas referências. Ou seja, não há por cá à venda, pelo que lhe não podereiu dar o preço daqui. Mas encontrei essa cerveja em Amsterdam e custava mais ou menos 10€ o que não é barato, mesmo com garrafa de 75 cl.
Agora a forma de guardar:
Normalmente a garrafa de cerveja deve-se guardar de pé, em sítio fresco e de preferência escuro. Só no caso das champegnoise como a DeuS, uma vez vi referido que deveriam ser guardadas como o champanhe, isto é, deitadas e viradas de tempos a tempos. Quando se aproximasse a altura de ser consumida, a garrafa deveria ser então posta de pé, para que assente alguma suspensão, e para que a cerveja estabilise.
Bom, não sei se este é um bom conselho, porque nunca o segui. Prefiro mesmo as cervejas de pé, e nunca me dei mal.

Abraço

 

At 24 de outubro de 2008 às 16:51, Blogger Delirium

Dices que tienes guardadas varias West-Vleteren? Amigo, no sé cómo lo haces. Yo no podría.

Plenamente de acuerdo contigo en mi admiración a las belgas. Y la foto de esas tres maravillas juntas me ha dado escalofríos.

Un saludo.

 

At 30 de outubro de 2008 às 16:19, Blogger VdeAlmeida

Pois amigo Delirium, nem imaginas o que me tem custado guardá-las!!!
Não seiq quanto mais tempo resistirei.

Abraço