Ruivas, Louras & Morenas

quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Há cervejas - como haverá vinhos - que, dada a sua exclusividade e excelência, se guardam para ocasiões especiais. No caso que abordo hoje, nada disso se passou, embora a expectativa fosse grande. Só que essa espera já se mantinha há muito, e não consegui resistir mais tempo ao apelo que a bela garrafa soltava.
Após a abertura desta Bush Prestige, inverteu-se a normalidade. Por outras palavras, foi a qualidade da cerveja que tornou a ocasião especial.
Bom ambiente, boa companhia e aquele líquido douradíssimo fez o resto. O que lhe competia e muito mais.
Na verdade, sabedor das virtudes da Cervejaria Dubuisson, nomeadamente as da sua extraordinária Bush Ambrée, as expectativas eram largas…mas todas foram excedidas. Poderia dizer que estive perante a melhor cerveja que até hoje bebi, mas aí estaria a ser injusto para com outras a quem estou grato pelos prazeres gozados durante a sua degustação. Quando se chega a determinados patamares, é difícil a opção de decidir qual a melhor, mais ainda quando as características de cada uma são distintas. No extremo, direi que tentar comparar uma Trapista com uma Belgian Strong Ale é quase tão difícil como escolher entre dois filhos igualmente queridos.
Por isso, não direi que esta Bush é superior à Rochefort Trappist 10, á Chimay Beu ou mesmo á Deus, Brut de Flandres, mas lá que tive uma vontade imensa de a eleger como a minha cerveja preferida, lá isso tive, tal a satisfação que me invadiu após a excelente sessão de prova do magnífico líquido. Pena que o acesso, não direi diário, mas assíduo, seja difícil, face, quanto mais não seja, ao preço e à dificuldade de aquisição.
Não me adiantarei muito na análise criteriosa das diversas vertentes que, normalmente, os “experts” cervejeiros fazem. Direi só que o agradabilíssimo tom alaranjado do vivíssimo líquido e encimado por uma camada de espuma tão branca como a neve e duradoura, tem correspondência e é até excedido, nos excelentes aroma e sabor a fruta fresca. Bebível com alguma facilidade, torna-se traiçoeira, visto que os seus 13% de ABV, não se notando quando escorrega pela garganta, sente-se intensamente minutos passados.
Acrescentaria que, brincando um pouco, quem, de entre os amantes cervejeiros, nunca provou a Bush Prestige o deverá fazer o mais rápido possível, sob pena de ficar com uma lacuna imperdoável no seu currículo.


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posted by Vic at 8/15/2007 01:25:00 da tarde |


4 Comments:


At 17 de agosto de 2007 às 16:44, Blogger feijão

Caro Almeida

Vou ter que mandar a conta do meu teclado que estragou para ti, formou tanta saliva na minha boca, lendo essa sua descrição, que molhei todo o teclado.

Realmente era o que eu imaginava sobre esta cerveja, já tentei algumas vezes consegui-la para experimentar, pois acho a garrafa, a apresentação dela muito linda, o líquido não seria para menos, mas como vocês descreveu, o acesso a ela é bem difícil, mas se sobrar alguma por ai, jogue ela ao mar, quem sabe não vem parar na praia aqui perto de casa.
Abraços

 

At 20 de agosto de 2007 às 17:51, Blogger Bruno

Caro Vic, só posso concordar contigo. Tudo o que vem da Dubuisson so pode ser de qualidade e ainda por cima se vem numa embalagem apelativa, não há mortal que resista. Pelo menos eu não! A Prstige é mesmo o topo de gama desta companhia, se bem que eu nunca despreze uma Ambrée ou a ainda melhor, Bush Noel, que na versão de 75cl vem numa embalagem também muito bonita, numa caixa de metal e com rótulo alusivo à época. Abraço,

 

At 22 de agosto de 2007 às 12:01, Blogger VdeAlmeida

Amigo Feijão,
Não nos responsabilizamos pelos artigos expostos, eheheh
Um abraço, já quue não posso mandar a garrafinha...

 

At 22 de agosto de 2007 às 12:03, Blogger VdeAlmeida

Amigo Bruno,
Infelizmente, não conheço a Bush Noel. Mas podes ter a certeza que breve irei conhecer :-)
Abraço

P.S.- Esta, é mesmo especial