Ruivas, Louras & Morenas

sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Uma paixão que se me manifesta com muita assiduidade, é aquela que sinto por viajar. Creio que esta, partilho eu com muita gente, para não dizer, com quase toda a gente. E o prazer da viagem começa muito antes de se iniciar, com os planos, os preparativos..
Uma que se encontra pendente no meu caderno de saídas, já com muitas anotações e até fotografias, é uma que me preparo para fazer às pequenas repúblicas do Báltico, que readquiriram a sua independência após a implosão da URSS. As imagens que fui colhendo na net - principalmente das suas capitais Vilnius, Riga e Tallinn - há muito que me ocupam o cofre dos desejos.
Talvez por isso, quando há uns dias, ao passar pelas prateleiras de um supermercado me deparei com esta “Báltica 7” tentei-me a trazê-la comigo. Digo tentei porque a aparência não enganava: tratava-se de uma lager transparente, que é um tipo de cerveja que me seduz sofrivelmente, ainda mais não possuindo referências precedentes. Fosse ela uma Ale, (Strong, Pale ou qualquer outra), e a hesitação nem se poria.
Ponderado o preço relativamente baixo, avaliadas as indicações do rótulo - bem escassas, uma vez que só o endereço de internet nela impressa, me indicou tratar-se de um produto da Rússia - lá a trouxe comigo, e, chegado a casa, frigorífico com ela.
A experiência não trouxe nada de novo. É uma cerveja que não se distingue muito de centenas de outras, pelo que não admira que os russos continuem a preferir a vodka. Do aroma, só uns vestígios de malte. A carbonatação é elevada, o que a torna agradável como refresco, até porque o amargor é pouco intenso. Espuma, muito pouca e nada persistente. O gosto acompanha o aroma, e o after-taste pouco se nota. Fica como aspecto mais positivo, a apresentação, o que é manifestamente pouco.
Resumindo, não sendo das piores lagers que experimentei, longe disso, também não possui carácter suficiente para ter lugar na minha lista de preferências.



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Nota: - A propósito de algumas lagers fraquinhas que circulam por aí, li um diálogo muito divertido no blog do Ricardo Amorim, que passo a transcrever:
An American and an Australian are talking about beer.
- What´s your opinion about American beer, asks the American.
- Hmmm. American beer? I think it´s like to make love in a canoe, replies the Australian.
- Make love in a canoe? What do you mean by that?
- It´s fucking close to water!


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posted by Vic at 10/19/2007 03:23:00 da tarde |


1 Comments:


At 20 de outubro de 2007 às 17:58, Blogger Doença causada por aspirar vapores vulcânicos

Caríssimo V de Almeida, conheci recentemente seu blog e, como Editor de Gastronomia de um novíssimo projeto colaborativo, gostaria de lhe convidar a dele participar. Chama-se O Pensador Selvagem.

Saiba do que se trata lendo o convite em http://opensadorselvagem.org/images/pre/carta_convite.pdf

Se julgares que a idéia tem algo a ver com você, por favor entre em contato comigo que lhe explico os detalhes.

Um abraço fraterno e à disposição,

Rafael Reinehr
http://reinehr.org